A automação do futuro:

residências inteligentes

por: Ana Cláudia Ulhôa

Imagine viver em uma casa que reconhece o rosto do dono, conversa sobre as principais notícias do dia e dá sugestões dos melhores filmes em cartaz. Ela ainda abre as portas e acende as luzes automaticamente, sabe o canal de televisão favorito, lembra-se de completar a lista de compras do mês e até faz encomendas sozinha pela internet por comando de voz. A imaginação é o limite do que pode ser feito na interação entre residência e proprietário. Em um futuro muito mais próximo do que se imagina essa tecnologia estará disponível para todos.

Alguns gigantes da internet investem bilhões em pesquisas para desenvolver ajudantes virtuais que se conectam com sistemas de automação residencial e interagem de forma humanizada com os usuários. Os assistentes pessoais inteligentes, como são chamados os aplicativos como a Alexa, da Amazon, ou a Siri, da Apple, já são uma realidade. Segundo especialistas, em muito pouco tempo eles estarão interligados com as centrais de automação e aparelhos domésticos. “Quando os sistemas de reconhecimento de voz deslancharem no mercado,

Painel de controle para sistema de automação.

a automação vai virar uma coisa muito mais prática. A grande revolução vai ser essa”, explica Anderson Muinhos, engenheiro da Power Home Theater, empresa especializada em automação residencial.

Ele explica que as tecnologias necessárias para que isso seja possível já existem. A questão agora é descobrir como integrar todos os diferentes sistemas e facilitar o uso pelo morador. “O mais importante é saber usar a automação da forma certa. É o que as pessoas chamam de internet das coisas, quando o grau de sofisticação for o da gaveta de frutas avisar que está vazia”, conta.

Novas tecnologias tendem a evoluir rapidamente. A automação residencial ainda está nos primeiros passos. Começou efetivamente na década de 1970, com um sistema chamado de X-10, que criou protocolos de comunicação entre os aparelhos eletrônicos. Nos anos 1980 e 1990, a novidade eram os computadores pessoais (PC), usados para controlar outros aparelhos dos imóveis, mas a inconveniência de deixar o PC ligado 24 horas por dia inviabilizou a massificação da automação. Com a chegada da internet sem fio, smartphones e tablets nos anos 2000 e 2010, a tecnologia ficou mais acessível aos usuários.

Anderson Muinhos, engenheiro da Power Home Theater, mostra que é possível controlar todo o sistema de vídeo de uma casa apenas com um tablet.

Tela projetável totalmente integrada
com sistema de automação.

Dados da Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (Aureside), estimam que esse mercado crescerá 11,36% entre 2014 e 2020 no mundo inteiro. Eles calculam que, no Brasil, existam 300 mil imóveis equipados, mas há potencial para o fornecimento de dispositivos para 1,8 milhão de casas. “O potencial continua enorme, principalmente por causa dessa demanda reprimida. As pessoas ainda acham que a automação é algo muito caro, acessível apenas para imóveis de luxo, mas é possível montar um sistema a partir de R$ 4 mil”, explica Anderson.

Recepção da Power Home Theater na Templuz.

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